Fibromialgia em adultos

Por Dra. Ana Teresa Amoedo

CRM-BA:11237

Reumatologista da Clínica Reumato e Hospital Ortopédico

Especialista em Reumatologia pela UNICAMP e pela Sociedade Brasileira de Reumatologia

Prof. de Reumatologia da UEFS

A fibromialgia (FM) é a causa mais comum de dor crônica musculoesquelética generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios cognitivos, sintomas psiquiátricos e múltiplos sintomas somáticos. A etiologia da síndrome é desconhecida e a fisiopatologia é incerta. Apesar dos sintomas de dor nos tecidos moles que afetam os músculos, ligamentos e tendões, não há evidências de inflamação tecidual.



Fibromialgia, como outras síndromes somáticas funcionais, tem sido uma condição controversa: os pacientes parecem bem, não há anormalidades óbvias no exame físico, além da sensibilidade, e os estudos laboratoriais e radiológicos são normais. Assim, o papel da doença orgânica foi questionado e a FM foi frequentemente considerada psicogênica ou psicossomática. No entanto, pesquisas em andamento sugerem que ela seja resultado de um distúrbio da regulação da dor, frequentemente classificado como uma forma de sensibilização central.


Pelo menos 10% da população em geral têm dor generalizada crônica e a maioria desses indivíduos não tem nenhuma doença específica ou anormalidade estrutural para explicar a dor. Muitos desses pacientes apresentam sintomas e achados compatíveis com a FM e mais de 40% dos pacientes encaminhados para uma clínica de dor terciária atendem aos critérios diagnósticos para a doença.


A Fibromialgia é mais comum em mulheres do que em homens e ocorre tanto em crianças quanto em adulto. É uma causa comum de dor crônica e a fonte de dor musculoesquelética generalizada mais comum em mulheres entre 20 e 55 anos de idade, com prevalência de aproximadamente 2 a 3%, apresentando aumento com a idade.


É caracterizada por dor e fadiga musculoesquelética generalizada, freqüentemente acompanhada por outros sintomas somáticos, além de distúrbios cognitivos e psiquiátricos. O exame físico revela sensibilidade em várias localizações anatômicas dos tecidos moles. O teste laboratorial é normal na ausência de outras doenças.


Alguns distúrbios são vistos com maior frequência em pacientes com fibromialgia do que na população geral e algumas condições podem se agrupar à doença e assumir características fisiopatológicas comuns, como, por exemplo, síndrome do intestino irritável (SII) e enxaqueca. Além disso, certas características de outros distúrbios comumente associados podem simular ou exacerbar os sintomas da FM, como a dor musculoesquelética em pacientes com formas crônicas de artrite; distúrbios do sono e fadiga em pacientes com depressão; ou apneia obstrutiva do sono ou síndrome das pernas inquietas.


Intervenções efetivas incluem uma série de terapias não farmacológicas e farmacológicas que, geralmente, são fornecidas em combinação. Os pacientes com fibromialgia, comumente, respondem melhor a um programa de tratamento multidisciplinar e individualizado, sob a orientação do reumatologista, que incorpora provedores clínicos e não clínicos, incluindo especialistas em medicina física, reabilitação e saúde mental.

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