Alimentação probiótica e a saúde da mulher

Por Izabela Trabuco Carneiro l CRN 10475/9

Nutricionista

Vivemos um período de intensa preocupação com o corpo, com o bem-estar e com a saúde, fazendo com que a busca por uma alimentação saudável ganhe mais espaço. Neste contexto, a alimentação probiótica ganhou destaque nos últimos anos e reúne cada vez mais adeptos pelos benefícios comprovados à saúde.


Probióticos são definidos como microrganismos vivos (bactérias e leveduras), capazes de melhorar o equilíbrio da microbiota intestinal e prevenir ou auxiliar no tratamento de diversas patologias. Entre os probióticos mais conhecidos e disponíveis no mercado estão os leites fermentados e os iogurtes naturais. Existem também probióticos produzidos pela indústria, através de processos de inativação e liofilização.


Também são probióticos o Kefir e a Kombucha, em geral, produzidos e distribuídos artesanalmente no Brasil, que apresentam uma variedade muito grande de cepas e podem ser consumidos diariamente na alimentação.

Podemos destacar vários efeitos fisiológicos já comprovados pelo uso dos probióticos, tais como: inibição de bactérias intestinais indesejáveis, aumento da imunidade, produção e liberação de vitaminas essenciais para o metabolismo de proteínas, carboidratos e lipídios, entre outros benefícios.


A atuação dos probióticos na saúde da mulher representa uma área de pesquisa em plena expansão. A terapêutica com probióticos é considerada natural e ressurgiu como prevenção e tratamento do trato gastrointestinal e urogenital. A vulvovaginite por Candida albicans, a vaginose bacteriana e a infecção do aparelho urinário, por exemplo, são patologias de elevada prevalência na população feminina, contra as quais os lactobacilos demonstraram ter uma função preventiva muito importante.


O uso de probióticos deve ser considerado em mulheres com candidíase recorrente e naquelas com contraindicações ou efeitos adversos a terapêutica antifúngica. Os probióticos também podem ser indicados sempre que for necessária a administração de antibióticos para diminuir os riscos de vulvovaginites por cândida, assim como para o tratamento das perturbações da microflora vaginal provocadas pelo uso de antibiótico.


Além dos benefícios acima, probióticos podem ser usados de forma preventiva no tratamento de várias outras patologias que acometem a população em geral, tais como diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, doenças inflamatórias intestinais, diarreia ou constipação. Com todas essas vantagens, podemos dizer que os probióticos são agentes importantes no campo da nutrição preventiva e curativa e devem ser incluídos diariamente na nossa alimentação.

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